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08.03.2019

Mulheres: Agora que são elas! O conhecimento, a meritocracia e a busca pelos próprios sonhos vem transformando a história das mulheres no mercado de trabalho

Por Thayni da Silva Librelato

Atualmente e cada vez mais, as mulheres têm tomado posições importantes no mercado de trabalho, em que pese existir muito preconceito em torno da figura feminina com líder, em especial no Brasil. Margaret Atwood afirma que “ainda vemos um homem poderoso como um líder nato e uma mulher poderosa como uma anomalia”.

Mas o chamado empreendedorismo rosa vem com tudo. Segundo Louis Frankel, autora de “Mulheres Lideram Melhor que Homens”, a liderança das mulheres tem surgido da capacidade de identificar as necessidades das pessoas, pois a mulher tem mais condições de capitalizar a força da líder e a força das outras pessoas que estão no time, visando, sempre, atender as necessidades impostas, sempre com foco nas carências humanas das pessoas envolvidas, o que garante um maior compromisso e muito mais cooperação quando a líder mais precisa.

Hoje, com a ascensão da geração Y, dos millennials, e dos globalists começa a surgir uma rejeição por uma liderança hierárquica simplista em que um manda e os outros obedecem, passando a surgir um modelo diferenciado de liderança, o da meritocracia, e aí, mais uma vez o gênero feminino lidera melhor com esse modelo do que os homens.

Segundo Sônia Hess, da Dudalina, um caso de sucesso de empreendedorismo feminino, “O brasileiro não costuma valorizar, é especialista em criticar. Acredito que o maior desafio seja de encontrar reconhecimento de uma maneira mais natural e frequente. Sempre existe alguém pronto para criticar, para te colocar pra baixo, o contrário é raro.”

Para termos uma ideia da evolução, a  ex-Diretora Presidente da Dudalina era uma mulher. Dirigindo a Magazine Luíza está Luiza Helena Trajano e a chefe da General Motors é Mary Barra. Já a CEO da Latam é Cláudia Sender. Rachel Maia é CEO da Pandora do Brasil. Paula Bellizia é líder da Microsoft do Brasil. Susan Wojcicki é Presidente do Youtube, Ana Botin do Santander S/A e Ginni Rometty é CEO da IBM. Mas isso não acontece só no meio corporativo, eis que as mulheres estão se destacando, também, na política e nos esportes.

Mas lendo esses primeiros parágrafos, parece que a luta contra o preconceito e o exercício do papel de liderança pelas mulheres é contemporâneo. Engana-se que pensa isso! Segundo a revista Galileu, “pesquisadores das universidades de Uppsala e de Estocolmo, ambas na Suécia, chegaram à conclusão que os ossos de um guerreiro viking encontrados no país, pertenciam na verdade, a uma mulher. A descoberta muda a forma como é visto o papel das mulheres nessa sociedade, já que até então não havia provas de que elas também participavam das batalhas. E continua a revista: "'O conjunto de evidências indica que ela era uma oficial, alguém que trabalhou com táticas e estratégias e poderia liderar tropas na batalha", afirma Charlotte Hedenstierna-Jonson, da Universidade de Estocolmo.

Então, se já entre os vikings, no século X, a mulher poderia chegar a função de liderança, desde que tivesse méritos, enquanto que no Brasil, no século XXI, isso está acontecendo há pouco tempo, ainda que existam figuras de mulheres históricas que lutaram pelo empoeiramento feminino, mas acredito que temos que evoluir muito no quesito "respeito à liderança feminina". Mas você que é mulher e está lendo essas linhas, imagine, naquele tempo, a luta que as mulheres não tiveram que travar para chegar a posições de destaque. Por isso, nos espelhemos nas mulheres vikings, líderes e guerreiras, para também buscar nosso espaço.

Atualmente, a mulher deixou de ser apenas uma parte da família para se tornar o comandante dela em várias situações. Por isso, esse ingresso no mercado é uma vitória. O processo é lento, mas contínuo. Em uma década, o número de mulheres responsáveis pelos domicílios brasileiros aumentou de 18,1% para 24,9%, segundo os dados da pesquisa “Perfil das Mulheres Responsáveis pelos Domicílios no Brasil”, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As catarinenses conquistaram mais vagas no setor de serviços, onde representam 46,9% do total de empregados.

As mulheres provam todos os dias que além de ótimas cozinheiras, podem também ser boas motoristas, mecânicas, engenheiras, advogadas ou ter qualquer outro diploma e/ou profissão que desejar. Já está mais do que provado que as mulheres são perfeitamente capazes de cuidar de si, de conquistar aquilo que desejam e de provocar mudanças profundas no curso da história.

Não podemos desistir dos nossos sonhos. Ser mãe é maravilhoso, assim como ser líder, independente e dona da sua própria opinião. Assuma responsabilidade pela sua vida e decida quem você quer ser. Você está destinada a ser quem você quiser. Não desista de algo só porque as outras pessoas não entendem a importância disso para você. Troque sempre experiências pessoais e profissionais. As histórias das pessoas e suas experiências nos ensinam muito mais que qualquer livro ou faculdade. E, o mais importante e fundamental para alcançar êxito em suas carreiras: a busca pelo conhecimento. É essa busca através de cursos, especializações, palestras, participação em núcleos de entidades que as mulheres vem ganhando cada vez mais espaço e destaque no mercado de trabalho.

E, o mais importante, lembre-se a todo momento que: Você é autora da sua própria história!

 


Thayni da Silva Librelato é advogada, formada em Direito e Administração de Empresas pela Unisul, pós-graduada em Gestão Empresarial pela Unibave e Marketing pela Unisul, pós-graduanda em gestão financeira. É Conselheira no  Conselho de Administração da Librelato S.A. Implementos Rodoviários e Presidente da Associação Empresarial de Orleans (ACIO).